Avaliação de cinco marcas feitas pela Pro Teste mostra presença de benzeno -substância cancerígena- e formol
Surpresos com o resultado do estudo, médicos aconselham população a evitar se expor ao produto, que pode causar alergias
FOLHA DE SP 08/03/08
CLÁUDIA COLLUCCI
DA REPORTAGEM LOCAL
Usado desde a Antigüidade com sentido de purificação e proteção, o incenso acaba de receber sinal vermelho da Pro Teste, a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor. Cinco marcas avaliadas mostram que daquela fumacinha, aparentemente inocente, exalam substâncias altamente tóxicas.
Queimando um incenso todos os dias, por exemplo, a pessoa inala a mesma quantidade de benzeno -substância cancerígena- contida em três cigarros, ou seja, em torno de 180 microgramas por metro cúbico. Há também alta concentração de formol, cerca de 20 microgramas por metro cúbico, que pode irritar as mucosas.
As substâncias nem de longe lembram as especiarias aromáticas com as quais o incenso era fabricado no passado, como gálbano, estoraque, onicha e olíbano. Se há uma leve semelhança, ela reside na forma obscura da fabricação. No passado, o incenso era preparado secretamente por sacerdotes.
Hoje, o consumidor também não é informado como esses produtos são feitos e quais substâncias está inalando. O motivo é simples: por falta de regulamentação própria, os fabricantes de incenso não são obrigados a fazer isso.
Nas cinco marcas avaliadas (Agni Zen, Big Bran, Golden, Hem e Mahalakshimi), todas indianas, não há sequer o nome do distribuidor brasileiro na embalagem. Muito menos a descrição de quais substâncias compõem o produto. A Folha tentou localizar as empresas, por meio dos nomes dos incensos, mas, assim como a Pro Teste, não teve sucesso.
A avaliação foi feita a partir da simulação do uso em ambiente parecido com uma sala. Segundo a Pro Teste, foi medida a emissão de poluentes VOCs (compostos orgânicos voláteis) e de substâncias passíveis de causar alergias, como benzeno e formol. As concentrações foram medidas após meia hora do acendimento.
Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Pro Teste e colunista da Folha, alerta que os aromatizadores de ambiente, como o incenso, são vendidos sem regulamentação ou fiscalização, o que representa perigo à saúde.
"Os consumidores pensam que se trata de produtos inofensivos, que trazem harmonia e, na verdade, estão inalando substâncias altamente tóxicas e até cancerígenas."
A Pro Teste reivindica que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) faça um estudo sobre o impacto dos produtos na saúde e elabore regulamentação para a produção, importação e venda no Brasil.
Consumidora
"Estou surpresa. Acendo incensos diariamente há 20 anos no momento em que faço minhas preces no altar budista que tenho na sala. É uma forma de agradecimento às divindades e de limpeza energética. Jamais pensei que eles pudessem fazer mais mal do que bem", diz Renata Sobreira Uliana, 49.
O resultado dos testes também surpreendeu os médicos. "Nunca li nenhum artigo científico a respeito disso, mas é um dado muito interessante, que vai fazer a gente repensar a forma de liberar esse tipo de produto", diz José Eduardo Delfini Cançado, presidente da Sociedade Paulista de Pneumologia.
Clystenes Soares Silva, pneumologista da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), explica que nem pessoas predispostas a desenvolver quadros alérgicos (como rinite e asma) nem pessoas saudáveis devem se expor aos incensos
terça-feira, 11 de março de 2008
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
enquete do INCA
O jornal O Estado de São Paulo está realizando uma enquete para saber a opinião das pessoas sobre o projeto de lei que prevê a proibição dos fumódromos. Participe! Sua opinião é importante. Para votar, acesse http://www.estadao.com.br/pages/enquetes/default.htm?id_enquete=132
Instituto Nacional de Câncer
Instituto Nacional de Câncer
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Cartão vermelho ao tabaco
Vejam que iniciativa bacana do PACAEMBU e do jornal DESTAK por deixar a matéria na capa!!!'
O Pacaembu, que está em reforma desde o fim do ano passado, vai ser reaberto no mês que vem como o primeiro estádio de futebol do país em que será proibido fumar fora de uma área exclusiva.
Estádio reabre em março e vai ser o primeiro do país em que fumar fora de áreas exclusivas será proibido: PM fará a fiscalização (Foto: Zanone Fraissat/Futura Press/10.JAN.2008)A área ficará em um dos setores mais caros do estádio, nas numeradas. No total, devem ser reservadas 500 cadeiras no setor, que tem 12.627 lugares para torcedores e preço médio de R$ 40.
A restrição, em fase de detalhamento, será imposta por portaria do secretário de Esportes, Walter Feldman, que deve ser publicada na próxima semana no Diário Oficial. “Está decidido. Esse será o novo Pacaembu”, disse ele ontem ao Destak .
A medida será adotada após a administração Gilberto Kassab (DEM) ter anunciado lei que proíbe charutos cachimbos e cigarrilhas em restaurantes e bares.
Na esfera federal, também deve ser enviado ao Congresso projeto que acaba com os fumódromos em locais públicos e privados.
Feldman, porém, não acredita que a medida atingirá o fumódromo do Pacaembu. “A medida federal está meio vaga ainda”, disse o secretário, que não fuma.
As medidas restritivas estão alinhadas às sugestões da Organização Mundial da Saúde para combater o fumo, que pode matar 1 bilhão de pessoas no planeta até 2100.
Fiscalização
O novo cerco aos fumantes da capital foi sugerido pela direção do Pacaembu e pela Secretaria de Esportes. A fiscalização será feita pela Polícia Militar, que será orientada sobre a regra.
Haverá também alertas nos ingressos e campanhas educativas, além de placas informando o veto ao fumo fora da área nas numeradas.
Na capital, 28% bebem e 12,4% fumam diariamente
Pesquisa feita na cidade pela Secretaria Estadual da Saúde mostra que a proporção de pessoas que bebem diariamente é maior que o percentual daqueles que fumam todos os dias.
Cerca de 74% dos entrevistados disseram já ter experimentado álcool. Desses, 28% afirmaram que, nos últimos três meses, tomaram bebidas alcoólicas diariamente ou quase todos os dias.
Já entre os 66,3% que afirmaram ter tragado por pelo menos uma vez algum derivado do tabaco, 12,4% disseram consumir cigarros com a mesma periodicidade.
O Cratod, órgão da secretaria que oferece tratamento a dependentes químicos, entrevistou 339 pessoas em pontos de grande circulação da cidade, inclusive a avenida Paulista. Pessoas com alto grau de dependência foram encaminhadas para tratamento.
O Pacaembu, que está em reforma desde o fim do ano passado, vai ser reaberto no mês que vem como o primeiro estádio de futebol do país em que será proibido fumar fora de uma área exclusiva.
Estádio reabre em março e vai ser o primeiro do país em que fumar fora de áreas exclusivas será proibido: PM fará a fiscalização (Foto: Zanone Fraissat/Futura Press/10.JAN.2008)A área ficará em um dos setores mais caros do estádio, nas numeradas. No total, devem ser reservadas 500 cadeiras no setor, que tem 12.627 lugares para torcedores e preço médio de R$ 40.
A restrição, em fase de detalhamento, será imposta por portaria do secretário de Esportes, Walter Feldman, que deve ser publicada na próxima semana no Diário Oficial. “Está decidido. Esse será o novo Pacaembu”, disse ele ontem ao Destak .
A medida será adotada após a administração Gilberto Kassab (DEM) ter anunciado lei que proíbe charutos cachimbos e cigarrilhas em restaurantes e bares.
Na esfera federal, também deve ser enviado ao Congresso projeto que acaba com os fumódromos em locais públicos e privados.
Feldman, porém, não acredita que a medida atingirá o fumódromo do Pacaembu. “A medida federal está meio vaga ainda”, disse o secretário, que não fuma.
As medidas restritivas estão alinhadas às sugestões da Organização Mundial da Saúde para combater o fumo, que pode matar 1 bilhão de pessoas no planeta até 2100.
Fiscalização
O novo cerco aos fumantes da capital foi sugerido pela direção do Pacaembu e pela Secretaria de Esportes. A fiscalização será feita pela Polícia Militar, que será orientada sobre a regra.
Haverá também alertas nos ingressos e campanhas educativas, além de placas informando o veto ao fumo fora da área nas numeradas.
Na capital, 28% bebem e 12,4% fumam diariamente
Pesquisa feita na cidade pela Secretaria Estadual da Saúde mostra que a proporção de pessoas que bebem diariamente é maior que o percentual daqueles que fumam todos os dias.
Cerca de 74% dos entrevistados disseram já ter experimentado álcool. Desses, 28% afirmaram que, nos últimos três meses, tomaram bebidas alcoólicas diariamente ou quase todos os dias.
Já entre os 66,3% que afirmaram ter tragado por pelo menos uma vez algum derivado do tabaco, 12,4% disseram consumir cigarros com a mesma periodicidade.
O Cratod, órgão da secretaria que oferece tratamento a dependentes químicos, entrevistou 339 pessoas em pontos de grande circulação da cidade, inclusive a avenida Paulista. Pessoas com alto grau de dependência foram encaminhadas para tratamento.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Visão sobre tabagismo
Falta o mais óbvio
A EXEMPLO do que ocorreu com o tratamento da Aids, o Brasil aparece como destaque positivo no mais recente relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o controle do fumo.
Das seis medidas preconizadas pela entidade para conter a epidemia -políticas de prevenção, leis que criem áreas livres de fumo, alertas sobre os males do cigarro, restrições à publicidade, disponibilidade de tratamentos de cessação do tabagismo e elevação dos impostos sobre produtos fumígenos-, o país cumpre quatro. Não é pouco. Nenhuma nação em desenvolvimento conseguiu ainda combinar todas as seis e, no plano mundial, apenas 5% da população estão protegidos por elas.
Mais do que isso, o Brasil recebeu menção elogiosa do relatório por seu modelo de maços com fotos ilustrativas das moléstias associadas ao fumo e por oferecer na rede pública de saúde terapias de interrupção do tabagismo.
Diante de tantos esforços -alguns dos quais custosos política e financeiramente- é incrível que o país ainda relute em adotar a mais óbvia das medidas, que é a elevação dos tributos incidentes sobre o cigarro, compensada por alívio fiscal em outros setores. Segundo a OMS, em países em desenvolvimento, um aumento de 10% nas taxas resulta em redução de 8% no consumo.
A alegação do governo para desdenhar da medida é que um aumento de impostos estimularia o contrabando. O vínculo entre carga fiscal e tendência à fraude é inegável, mas isso não justifica o imobilismo. A Espanha, que também tinha um problema grave de contrabando, conseguiu reduzi-lo ao mesmo tempo em que elevou as taxas.
É o caso de aumentar a taxa e combater o contrabando pela via convencional, que é a polícia. O país só tem a ganhar se menos jovens se tornarem tabagistas.
EDITORIAL: FOLHA DE SÃO PAULO: 09 DE SETEMBRO DE 2008
A EXEMPLO do que ocorreu com o tratamento da Aids, o Brasil aparece como destaque positivo no mais recente relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o controle do fumo.
Das seis medidas preconizadas pela entidade para conter a epidemia -políticas de prevenção, leis que criem áreas livres de fumo, alertas sobre os males do cigarro, restrições à publicidade, disponibilidade de tratamentos de cessação do tabagismo e elevação dos impostos sobre produtos fumígenos-, o país cumpre quatro. Não é pouco. Nenhuma nação em desenvolvimento conseguiu ainda combinar todas as seis e, no plano mundial, apenas 5% da população estão protegidos por elas.
Mais do que isso, o Brasil recebeu menção elogiosa do relatório por seu modelo de maços com fotos ilustrativas das moléstias associadas ao fumo e por oferecer na rede pública de saúde terapias de interrupção do tabagismo.
Diante de tantos esforços -alguns dos quais custosos política e financeiramente- é incrível que o país ainda relute em adotar a mais óbvia das medidas, que é a elevação dos tributos incidentes sobre o cigarro, compensada por alívio fiscal em outros setores. Segundo a OMS, em países em desenvolvimento, um aumento de 10% nas taxas resulta em redução de 8% no consumo.
A alegação do governo para desdenhar da medida é que um aumento de impostos estimularia o contrabando. O vínculo entre carga fiscal e tendência à fraude é inegável, mas isso não justifica o imobilismo. A Espanha, que também tinha um problema grave de contrabando, conseguiu reduzi-lo ao mesmo tempo em que elevou as taxas.
É o caso de aumentar a taxa e combater o contrabando pela via convencional, que é a polícia. O país só tem a ganhar se menos jovens se tornarem tabagistas.
EDITORIAL: FOLHA DE SÃO PAULO: 09 DE SETEMBRO DE 2008
sábado, 5 de janeiro de 2008
Depoimentos da turma em Portugal
Histórias do último cigarro
Judite França
No site abaixo voê leitor(a) poderá ler histórias de pessoas que Decidiram deixar o cigarro sem medicamentos ou terapias. Uns optaram por reduções a longo prazo, outros deitaram fora o tabaco de uma vez. Saiba como é possível controlar a vontade de fumar, conheça as estratégias e as histórias de quem superou o vício só com a força de vontade lá em Portugal.
http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=896784
Judite França
No site abaixo voê leitor(a) poderá ler histórias de pessoas que Decidiram deixar o cigarro sem medicamentos ou terapias. Uns optaram por reduções a longo prazo, outros deitaram fora o tabaco de uma vez. Saiba como é possível controlar a vontade de fumar, conheça as estratégias e as histórias de quem superou o vício só com a força de vontade lá em Portugal.
http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=896784
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
Cigarro e Maconha
Ao contrário do que os usuários de maconha afirmam um baseado não faz menos mal que um cigarro. Pesquisadores do Departamento de Saúde do Canadá publicaram estudo na revista "New Scientist", no qual afirmam que detectaram 20 vezes mais amônia - responsável pelo câncer - na fumaça da droga.
Além disso, ao fumar maconha, a pessoa recebe cinco vezes mais cianeto de hidrogênio e óxido de nitrogênio, causas diretas de doenças cardiovasculares.
Contudo, a fumaça do tabaco gera mais infertilidade. Fumar um cigarro de maconha tem as mesmas conseqüências que fumar entre 2,5 e 5 cigarros de tabaco.
É bom que não se confunda o uso recreativo com o medicinal. Os médicos recomendam que os doentes utilizem comprimidos e essa pesquisa foi realizada pelo primeiro país que oficialmente comercializa maconha para fins medicinais. Desde 2003, pacientes com casos graves de artrite, de câncer, de Aids e de esclerose múltipla compram a droga do Governo do Canadá.
Países como Espanha, França, Dinamarca, Bélgica, Alemanha, Finlândia, Grécia, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Noruega, Áustria, Holanda e Portugal já admitem o uso da maconha para fins terapêuticos. Em 1999, um comitê de ilustres cientistas estadunidenses, que forma o Instituto de Medicina, que integra a Academia Nacional de Ciências, a mais conceituada agência norte-americana de assessoria científica, emitiu um parecer que a maconha pode e deve ser utilizada para fins medicinais.
O tradicional Conselho de Pesquisa Médica do Reino Unido, a Universidade de Genebra (Suíça), a Universidade Complutense (Espanha), o Centro de Pesquisa Dinamarquês da Dor e o Instituto Scripps de Pesquisa (Estados Unidos), também já emitiram pareceres semelhantes.
Texto: Cassiano Sampaio
Fonte: Redação Saúde em Movimento
Além disso, ao fumar maconha, a pessoa recebe cinco vezes mais cianeto de hidrogênio e óxido de nitrogênio, causas diretas de doenças cardiovasculares.
Contudo, a fumaça do tabaco gera mais infertilidade. Fumar um cigarro de maconha tem as mesmas conseqüências que fumar entre 2,5 e 5 cigarros de tabaco.
É bom que não se confunda o uso recreativo com o medicinal. Os médicos recomendam que os doentes utilizem comprimidos e essa pesquisa foi realizada pelo primeiro país que oficialmente comercializa maconha para fins medicinais. Desde 2003, pacientes com casos graves de artrite, de câncer, de Aids e de esclerose múltipla compram a droga do Governo do Canadá.
Países como Espanha, França, Dinamarca, Bélgica, Alemanha, Finlândia, Grécia, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Noruega, Áustria, Holanda e Portugal já admitem o uso da maconha para fins terapêuticos. Em 1999, um comitê de ilustres cientistas estadunidenses, que forma o Instituto de Medicina, que integra a Academia Nacional de Ciências, a mais conceituada agência norte-americana de assessoria científica, emitiu um parecer que a maconha pode e deve ser utilizada para fins medicinais.
O tradicional Conselho de Pesquisa Médica do Reino Unido, a Universidade de Genebra (Suíça), a Universidade Complutense (Espanha), o Centro de Pesquisa Dinamarquês da Dor e o Instituto Scripps de Pesquisa (Estados Unidos), também já emitiram pareceres semelhantes.
Texto: Cassiano Sampaio
Fonte: Redação Saúde em Movimento
domingo, 23 de dezembro de 2007
FInal de ano!!!
Pessoal
Desejamos a todos um otimo Natal e que 2008 reforçe as conquistas de cada um(a) de vocês!
Desejamos a todos um otimo Natal e que 2008 reforçe as conquistas de cada um(a) de vocês!
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