quarta-feira, 11 de junho de 2008

Novas imagens nos maços


Visitem o link http://www.inca.gov.br/inca/Arquivos/Tabagismo/livroadvertenciascompleto.pdf para conhecer as novas fotos dos maços de cigarros, bem mais impactantes que as atuais, e as justificativas desta abordagem. As novas imagens deverão entrar em vigor em 9 meses.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

NOTICIA IMPORTANTE!!!!

Rio proíbe fumo até em área de fumantes
Com a mudança, que vale a partir do próximo dia 31, os únicos ambientes onde se poderá fumar são os que ficam ao ar livre

Legislação na cidade passa a ser mais rigorosa do que a lei federal em vigor -que abre uma brecha para áreas específicas para fumantes

ANTÔNIO GOIS


A partir do dia 31 deste mês, será proibido o fumo em qualquer ambiente coletivo fechado no município do Rio. A mudança acontece por força de um decreto de 12 de maio da prefeitura e, com isso, a legislação na cidade passa a ser mais rigorosa do que a lei federal em vigor -que também proíbe o uso de cigarros, cigarrilhas, charutos ou cachimbos em recintos fechados coletivos, mas abre uma brecha para áreas específicas para fumantes. No texto do decreto municipal, não há essa exceção.
Pela nova legislação municipal, os únicos ambientes onde será permitido o fumo são aqueles que ficam ao ar livre, como varandas e terraços.
Em todos os demais casos, vale a proibição ao fumo. Além do argumento de se tratar de uma questão de saúde pública, já que estudos mostram que os fumantes passivos também estão sujeitos aos malefícios do fumo, a prefeitura argumenta que a restrição aos fumódromos vai facilitar a fiscalização por parte do poder público.
"A lei federal [de julho de 1996], ao permitir o fumódromo, dificulta o trabalho da vigilância sanitária, pois abre uma brecha para o fumo em áreas "devidamente isoladas e com arejamento conveniente". Muitas vezes, um restaurante reserva um local para fumantes, abre uma janela ou uma porta e diz que aquilo garante a ventilação. Com a nova lei municipal, isso não será mais aceito", diz Sabrina Presman, gerente do programa de tabagismo da Secretaria de Saúde municipal.
Além de tentar evitar os malefícios do fumo passivo entre clientes, Presman diz que o objetivo da Prefeitura do Rio foi preservar a saúde de trabalhadores em locais fechados, como garçons em restaurantes ou boates, que ficam expostos à fumaça por horas e que não têm a opção de ficar apenas na área de não-fumantes.
A lei carioca define como recinto fechado, por exemplo, locais com janelas, mesmo que estejam abertas. Ela inclui nessa definição saguões, halls, escadas, rampas ou corredores "destinados à utilização simultânea de várias pessoas".
A Souza Cruz, maior fabricante de cigarros do Brasil, informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não se pronunciaria ontem sobre o decreto porque só naquele momento havia recebido a notícia da mudança na lei do Rio.

Indiferente
Em pé na calçada em frente ao Bar Luiz, no centro do Rio, a administradora de empresas Priscila Vidal, 29, recebeu com descrédito a notícia do endurecimento à proibição ao fumo no Rio de Janeiro. "Acho muito difícil que essa lei pegue", disse, com o cigarro em punho.
"Sexta fui a uma festa e avisaram pelo microfone que era proibido fumar. Não ouvi e fumei a noite inteira, e ninguém veio pedir para eu parar", disse a administradora.
Ela afirmou, no entanto, que costuma respeitar a proibição, principalmente em restaurantes e bares.
O garçom Carlos Henrique Cavalcante Pereira é um dos que se diz incomodado pela fumaça. Quando começou a trabalhar no Bar Luiz, há pouco mais de dois anos, o cigarro ainda era permitido no local. "Não gosto de cigarro, mas tinha que me sujeitar", disse ele.
Hoje, reclama da queda nas gorjetas. Segundo o gerente do bar, o movimento de fregueses caiu aproximadamente 50% desde que a proibição foi adotada, há cerca de um ano.

Colaborou DENISE MENCHEN

DIa 31 de maio

A Organização Mundial da Saúde (OMS) escolheu o tema ”Juventude Livre do Tabaco” para celebração do Dia Mundial sem Tabaco 2008 (31 de maio).

O tabagismo é considerado pela OMS uma doença pediátrica, pois a maioria dos fumantes experimenta seu primeiro cigarro e se torna dependente antes dos 18 anos de idade. Por serem os jovens mais vulneráveis às estratégias de propaganda e marketing desenvolvidas para captar novos consumidores, observam-se números preocupantes: cerca de 100 mil jovens começam a fumar todos os dias.

O Dia Mundial sem Tabaco oferece uma grande oportunidade para propor reflexões sobre o consumo do tabaco para toda a sociedade brasileira, sobretudo para profissionais de saúde e de educação, formuladores de políticas públicas e legisladores brasileiros.

Em breve serão divulgadas as ações programadas para o Dia Mundial sem Tabaco 2008, desenvolvidas pelo Instituto Nacional de Câncer, o Ministério da Saúde e parceiros, entre eles a Secretaria Nacional Antidrogas e o Ministério da Educação.


Fonte : INCA

sábado, 26 de abril de 2008

Prejuizos sociais do cigarro

Fumantes custam R$ 338 milhões ao SUS
O cigarro provoca um prejuízo anual para o sistema público de saúde de pelo menos R$ 338 milhões, o equivalente a 7,7% do custo de todas as internações e quimioterapias no País. O cálculo, feito pela primeira vez no Brasil, considerou o gasto com hospitalizações e terapias quimioterápicas em pacientes de 35 anos ou mais, vítimas de 32 doenças comprovadamente associadas ao tabagismo no ano de 2005. Estima-se que 22,4% da população brasileira fumem.

"São recursos significativos e, o mais importante, que poderiam ser poupados", observa a autora do trabalho, a economista da Fundação Oswaldo Cruz, Márcia Pinto. Para ela, o resultado da pesquisa deixa clara a necessidade de se adotar medidas rápidas para responsabilizar a indústria do tabaco pelo impacto econômico provocado no sistema de saúde público. "Além disso, as ações antitabagistas devem ser intensificadas", avalia. Entre elas, Márcia enumera o aumento do preço do cigarro brasileiro, o sexto mais barato do mundo.

A pesquisadora não tem dúvida de que o impacto econômico do tabagismo no sistema de saúde é maior do que revela seu estudo. O trabalho analisou apenas parte dos custos: internação e quimioterapia. "Esse foi o ponto de partida, porque não havia nada similar no Brasil". Ela espera que novos trabalhos agora sejam realizados para avaliar, por exemplo, gastos com medicamentos, cirurgias e o tratamento de pacientes vítimas de fumo passivo.

Índice de doenças

Para fazer o estudo, tema de sua tese de doutorado na Escola Nacional de Saúde Pública, Márcia desenvolveu um índice capaz de calcular o quanto uma doença pode ser atribuída ao tabagismo no Brasil. Ela destacou um grupo de 32 doenças (alguns tipos de câncer, problemas respiratórios e circulatórios) diretamente associadas ao tabaco e avaliou os custos com internação e tratamentos quimioterápicos pelo SUS.

Numa outra etapa, estudou a trajetória de fumantes internados em dois centros de referência para tratamento de câncer e problemas cardíacos: o Instituto Nacional de Câncer (Inca) e o Instituto Nacional de Cardiologia (INC). Nesse estágio, ela calculou os custos do tratamento completo, do diagnóstico à alta ou morte do paciente.

O estudo revelou, por exemplo, que a terapia de um paciente com câncer custa, em média, R$ 29 mil. O tratamento de câncer do esôfago, R$ 33,2 mil, e o de laringe, R$ 37,5 mil. Se todos os casos novos desses três tipos de câncer causados pelo cigarro procurarem o sistema público, o gasto calculado é de R$ 1,12 bilhão.

Pacientes cardíacos

A mesma análise foi feita com pacientes cardíacos. Nas duas instituições, Márcia destacou apenas problemas que comprovadamente eram provocados pelo cigarro. No caso do INC, os dois grupos principais foram de isquemia crônica do coração - que custa, em média, R$ 29,7 mil - e com angina - cujo tratamento médio é de R$ 33,1 mil.

"Todos os pacientes eram fumantes pesados, uma média diária alta de cigarros, durante vários anos", observa Márcia. Ela lembra que boa parte dos pacientes chegava ao serviço já em estado avançado da doença. "Muitas vezes, as medidas adotadas eram apenas paliativas, não havia esperança de cura para o paciente", completou. "É um gasto necessário, mas sem retorno".

Fonte : O Estado de São Paulo

terça-feira, 11 de março de 2008

Teste mostra que fumaça de incenso é prejudicial à saúde

Avaliação de cinco marcas feitas pela Pro Teste mostra presença de benzeno -substância cancerígena- e formol

Surpresos com o resultado do estudo, médicos aconselham população a evitar se expor ao produto, que pode causar alergias
FOLHA DE SP 08/03/08
CLÁUDIA COLLUCCI
DA REPORTAGEM LOCAL

Usado desde a Antigüidade com sentido de purificação e proteção, o incenso acaba de receber sinal vermelho da Pro Teste, a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor. Cinco marcas avaliadas mostram que daquela fumacinha, aparentemente inocente, exalam substâncias altamente tóxicas.
Queimando um incenso todos os dias, por exemplo, a pessoa inala a mesma quantidade de benzeno -substância cancerígena- contida em três cigarros, ou seja, em torno de 180 microgramas por metro cúbico. Há também alta concentração de formol, cerca de 20 microgramas por metro cúbico, que pode irritar as mucosas.
As substâncias nem de longe lembram as especiarias aromáticas com as quais o incenso era fabricado no passado, como gálbano, estoraque, onicha e olíbano. Se há uma leve semelhança, ela reside na forma obscura da fabricação. No passado, o incenso era preparado secretamente por sacerdotes.
Hoje, o consumidor também não é informado como esses produtos são feitos e quais substâncias está inalando. O motivo é simples: por falta de regulamentação própria, os fabricantes de incenso não são obrigados a fazer isso.
Nas cinco marcas avaliadas (Agni Zen, Big Bran, Golden, Hem e Mahalakshimi), todas indianas, não há sequer o nome do distribuidor brasileiro na embalagem. Muito menos a descrição de quais substâncias compõem o produto. A Folha tentou localizar as empresas, por meio dos nomes dos incensos, mas, assim como a Pro Teste, não teve sucesso.
A avaliação foi feita a partir da simulação do uso em ambiente parecido com uma sala. Segundo a Pro Teste, foi medida a emissão de poluentes VOCs (compostos orgânicos voláteis) e de substâncias passíveis de causar alergias, como benzeno e formol. As concentrações foram medidas após meia hora do acendimento.
Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Pro Teste e colunista da Folha, alerta que os aromatizadores de ambiente, como o incenso, são vendidos sem regulamentação ou fiscalização, o que representa perigo à saúde.
"Os consumidores pensam que se trata de produtos inofensivos, que trazem harmonia e, na verdade, estão inalando substâncias altamente tóxicas e até cancerígenas."
A Pro Teste reivindica que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) faça um estudo sobre o impacto dos produtos na saúde e elabore regulamentação para a produção, importação e venda no Brasil.

Consumidora
"Estou surpresa. Acendo incensos diariamente há 20 anos no momento em que faço minhas preces no altar budista que tenho na sala. É uma forma de agradecimento às divindades e de limpeza energética. Jamais pensei que eles pudessem fazer mais mal do que bem", diz Renata Sobreira Uliana, 49.
O resultado dos testes também surpreendeu os médicos. "Nunca li nenhum artigo científico a respeito disso, mas é um dado muito interessante, que vai fazer a gente repensar a forma de liberar esse tipo de produto", diz José Eduardo Delfini Cançado, presidente da Sociedade Paulista de Pneumologia.
Clystenes Soares Silva, pneumologista da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), explica que nem pessoas predispostas a desenvolver quadros alérgicos (como rinite e asma) nem pessoas saudáveis devem se expor aos incensos

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

enquete do INCA

O jornal O Estado de São Paulo está realizando uma enquete para saber a opinião das pessoas sobre o projeto de lei que prevê a proibição dos fumódromos. Participe! Sua opinião é importante. Para votar, acesse http://www.estadao.com.br/pages/enquetes/default.htm?id_enquete=132


Instituto Nacional de Câncer

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Cartão vermelho ao tabaco

Vejam que iniciativa bacana do PACAEMBU e do jornal DESTAK por deixar a matéria na capa!!!'


O Pacaembu, que está em reforma desde o fim do ano passado, vai ser reaberto no mês que vem como o primeiro estádio de futebol do país em que será proibido fumar fora de uma área exclusiva.

Estádio reabre em março e vai ser o primeiro do país em que fumar fora de áreas exclusivas será proibido: PM fará a fiscalização (Foto: Zanone Fraissat/Futura Press/10.JAN.2008)A área ficará em um dos setores mais caros do estádio, nas numeradas. No total, devem ser reservadas 500 cadeiras no setor, que tem 12.627 lugares para torcedores e preço médio de R$ 40.

A restrição, em fase de detalhamento, será imposta por portaria do secretário de Esportes, Walter Feldman, que deve ser publicada na próxima semana no Diário Oficial. “Está decidido. Esse será o novo Pacaembu”, disse ele ontem ao Destak .

A medida será adotada após a administração Gilberto Kassab (DEM) ter anunciado lei que proíbe charutos cachimbos e cigarrilhas em restaurantes e bares.

Na esfera federal, também deve ser enviado ao Congresso projeto que acaba com os fumódromos em locais públicos e privados.

Feldman, porém, não acredita que a medida atingirá o fumódromo do Pacaembu. “A medida federal está meio vaga ainda”, disse o secretário, que não fuma.

As medidas restritivas estão alinhadas às sugestões da Organização Mundial da Saúde para combater o fumo, que pode matar 1 bilhão de pessoas no planeta até 2100.

Fiscalização
O novo cerco aos fumantes da capital foi sugerido pela direção do Pacaembu e pela Secretaria de Esportes. A fiscalização será feita pela Polícia Militar, que será orientada sobre a regra.

Haverá também alertas nos ingressos e campanhas educativas, além de placas informando o veto ao fumo fora da área nas numeradas.

Na capital, 28% bebem e 12,4% fumam diariamente
Pesquisa feita na cidade pela Secretaria Estadual da Saúde mostra que a proporção de pessoas que bebem diariamente é maior que o percentual daqueles que fumam todos os dias.

Cerca de 74% dos entrevistados disseram já ter experimentado álcool. Desses, 28% afirmaram que, nos últimos três meses, tomaram bebidas alcoólicas diariamente ou quase todos os dias.

Já entre os 66,3% que afirmaram ter tragado por pelo menos uma vez algum derivado do tabaco, 12,4% disseram consumir cigarros com a mesma periodicidade.

O Cratod, órgão da secretaria que oferece tratamento a dependentes químicos, entrevistou 339 pessoas em pontos de grande circulação da cidade, inclusive a avenida Paulista. Pessoas com alto grau de dependência foram encaminhadas para tratamento.