terça-feira, 27 de outubro de 2009

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Avanços marcam Dia Nacional de Combate ao Fumo – 2009


Leitores, segue texto sugerido pelo Dr Pilan.

As medidas legislativas implementadas em diversos municípios e estados do país, proibindo a utilização de produtos de tabaco em ambientes coletivos, estão fortalecendo ainda mais as comemorações do Dia Nacional de Combate ao Fumo (29 de agosto) deste ano.

A ação decisiva de governantes e legisladores tem refletido na consolidação de mudanças de comportamento na sociedade brasileira sobre a problemática que envolve o tabagismo. Entre os avanços, destaca-se o apoio de expressivo contingente da opinião pública no cumprimento das leis, conforme pode ser atestado na pesquisa online realizada recentemente pelo jornal O Globo do Rio de Janeiro. Dos 14.896 leitores, 79,81% se mostraram favoráveis com a proibição do fumo em locais fechados, públicos ou privados, eliminando os fumódromos, enquanto 20,69% se mostraram a favor.

O apoio da sociedade vem se constituindo como principal base para a aplicação das leis, impedindo que hajam distorções que proponham falsas saídas conciliadoras, como a inclusão dos fumódromos como área de compartilhamento entre tabagistas e não fumantes. A população já compreendeu que somente ambientes 100% livres da fumaça do tabaco garantem um ambiente saudável para todos.

Para reforçar a mobilização social sobre estes avanços conquistados, foi definido para o Dia Nacional de Combate ao Fumo o tema “Quem não fuma não é obrigado a fumar”, que será marcado por um série de ações por todo o país.

Secretarias Estaduais de Saúde, sociedades médicas e científicas, e organizações não-governamentais promoverão atividades de esclarecimento da população sobre os riscos à saúde do tabagismo passivo. Em todos os Estados haverá distribuição de panfletos e cartazes sobre o tema. Serão realizadas corridas rústicas, eventos de arte e música, ações educativas em bares e restaurantes, além de campanhas na tv, rádio e cinema.

A campanha conta com um hotsite (http://brasil.livredefumo.org.br) em que a população pode assinar uma petição de apoio aos ambientes livre de fumo.

Fonte: www.inca.gov.br/tabagismo.

domingo, 9 de agosto de 2009

Lei Anti-fumo


Leitores

Como dica importante, deixo o site da lei Anti fumo, nele vocês encontram noticias recenetes, perguntas frequentes, videos, infográfico e muito mais.

http://www.leiantifumo.sp.gov.br/

Como a polêmica sobre o tema é grande, participem da enquete!

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Novas imagens nos maços


28/05/2009 - Pesquisa do INCA revela que imagens dos maços desestimulam fumo
O tema escolhido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para celebrar o Dia Mundial sem Tabaco, em 31 de maio deste ano, foi “Mostre a verdade. Advertências Sanitárias salvam vidas”, com o objetivo de reforçar as campanhas de de alerta aos males do tabagismo nos países. O Brasil possui, desde 2001, uma das campanhas de advertências sanitárias mais avançadas do mundo, mas iniciou recentemente, em parceria com a Universidade de Waterloo, no Canadá, uma pesquisa para medir, de forma contínua, o grau de impacto dessas ações na população.

O Projeto de Avaliação do Controle do Tabaco no Brasil, que está sendo aplicado pela primeira vez no país, integra o International Tobacco Control Evaluation Project (ITC Project), pesquisa internacional, coordenada pela Universidade de Waterloo, sobre políticas de controle do tabaco que se estende por outros 18 países.

Os resultados preliminares do estudo brasileiro foram divulgados pelo INCA na quarta-feira, 27/5, como parte das comemorações do Dia Mundial sem Tabaco. Segundo a técnica da Divisão de Controle do Tabagismo do Instituto, Cristina Perez, 48,2% dos fumantes disseram que as advertências nos maços de cigarros os torna mais propensos a deixar de fumar. “As imagens e frases impressas impediram que 39,1% dos fumantes pegassem um cigarro quando eles estavam prestes a fumar, nos últimos 30 dias. E 61,6% dos fumantes (e 83.2% dos não-fumantes) disseram que as advertências os fizeram pensar, um pouco ou muito, sobre os riscos à saúde provocados pelo tabagismo”, revelou Perez.

Mais informações
Divisão de Comunicação Social
21 2506-6646

imprensa@inca.gov.br

DICA DE CINEMA


SÃO PAULO - A diretora Adriana Dutra faz sua estreia em longa-metragem com um documentário bem humorado sobre um tema muito sério: a dificuldade dos fumantes em parar de fumar.

"Fumando Espero" estreia em São Paulo em um momento muito oportuno, quase simultaneamente à proibição do cigarro em ambientes fechados por força de lei estadual. E a própria diretora aproveita o filme para também abandonar o vício, com ajuda médica e dos próprios entrevistados, que revelam as dificuldades que enfrentaram nessa luta difícil.

"Fumando Espero" pode servir de apoio às pessoas que lutam para abandonar o cigarro ou para as entidades engajadas na luta contra o tabagismo. É um filme bem intencionado, mas poderá ter dificuldades para atingir plateias mais amplas que não estejam envolvidas com o tema, como fumantes, médicos e ativistas da causa antitabagista.
O título é uma menção bem humorada a um tango muito popular nos anos 1950 na Argentina e que ganhou versão em português na voz de Ângela Maria.
A diretora e roteirista intercala sua luta pessoal com imagens e dados sobre a história do cigarro no mundo e depoimentos de médicos, especialistas, fumantes e ex-fumantes.
Enquanto se submetia a exames, entrevistava pessoas que, um dia, também tiveram coragem de tomar a mesma decisão, como o ator Ney Latorraca, que só se convenceu ao ouvir, pelo telefone, a advertência de um médico: "Pela sua voz, você pode estar com câncer, venha para o consultório imediatamente". O ator relembra: "Eu demorei para sacar que precisava de ajuda médica. Nesse dia eu senti que estava com os dias contados e então parei."
Reportagem obtida no REUTERS http://cinema.uol.com.br/ultnot/2009/05/07/ult26u28267.jhtm

Site do filmne:http://www.fumandoespero.com.br/

Proibição em locai fechados de uso coletivo


O Estado de São Paulo proibiu o fumo em estabelecimentos fechados de uso coletivo. A nova lei foi sancionada nesta quinta-feira, 7 de maio, pelo governador José Serra, durante evento no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira, na capital paulista. Trata-se de mais dura legislação contra o tabaco já adotada na história de São Paulo, em defesa da saúde pública.

A partir de agora os estabelecimentos têm 90 dias para se adaptar à legislação. Com a medida São Paulo acaba com os fumódromos e se alinha às tendências internacionais de combate aos males causados pelo tabagismo, especialmente em relação ao fumo passivo. Cidades como Paris, Nova York e Buenos Aires já adotaram medidas similares de restrição ao fumo para promoção de ambientes livres da poluição pela fumaça do cigarro.

Pela nova lei, que entrará em vigor daqui a 90 dias, não será permitido consumir cigarros, charutos, cigarrilhas, charutos, cachimbos, narguiles ou quaisquer outros produtos fumígenos em bares, restaurantes, danceterias, boates, cinemas, shoppings, bancos, supermercados, açougues, padarias, farmácias, repartições públicas, instituições de saúde e escolas.

Também fica proibido fumar em casas de espetáculo, ambientes de trabalho, estudo, culto religioso, lazer, esporte e entretenimento, bibliotecas, espaços de exposições, veículos de transporte coletivo, táxis e nas áreas comuns de condomínios, hotéis, pousadas e dos condomínios residenciais e comerciais.

As sanções poderão ser aplicadas pela Vigilância Sanitária e Procon, atingindo exclusivamente os estabelecimentos que descumprirem a nova lei. Não haverá fiscalização e nem penalidades aos fumantes. A Secretaria de Estado da Saúde irá criar um canal para denúncias da população sobre locais que infringirem a legislação. Os responsáveis pelos estabelecimentos deverão advertir os fumantes e afixar avisos sobre a proibição em locais visíveis.

A restrição adotada pelo Estado de São Paulo está em harmonia com o previsto em convenção da Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre o controle do tabaco, que foi ratificada pelo Brasil. O documento prevê que os países signatários impeçam, em ambientes fechados, a exposição de pessoas à fumaça do tabaco.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Mais sugestões ricardo

Pesquisa calcula impacto do cigarro na qualidade de vida

Uma pesquisa realizada na Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), avaliou em que medida o tabaco é causa importante de perda de qualidade de vida na população. O estudo constatou que 7% da carga de doença é atribuível ao hábito de fumar.

O estudo, publicado na revista Clinics, aplicou o Daly (Disability-Adjusted Life Years), um indicador que mede simultaneamente a mortalidade e a morbidade, avaliando os anos de vida perdidos por mortes prematuras com ajuste de incapacidade. Entre a população com mais de 30 anos, a proporção de Daly atribuível ao tabaco ultrapassa 13% em homens e 7% em mulheres.

De acordo com Andreia Ferreira Oliveira, uma das autoras do artigo, o trabalho teve o objetivo de estimar a carga de doença atribuível ao tabagismo no Rio de Janeiro, no ano 2000. A partir de estimativas de prevalências de fumantes e riscos relativos de morte, foi calculada a fração respondida pelo tabaco por causa, idade e sexo.

“O conhecimento da carga global de doença atribuível ao tabagismo é importante para que as iniciativas dirigidas ao controle do tabaco se multipliquem e se consolidem, de modo que venham a se transformar em políticas públicas articuladas e permanentes de promoção da saúde”, disse à Agência FAPESP.

Segundo a pesquisadora, as informações sobre mortalidade são insuficientes para dar um panorama da qualidade de vida. Para superar essa limitação, o indicador Daly envolve também dados sobre a morbidade. Ele permite ainda avaliar a gravidade de doenças que são altamente incapacitantes, mas nem sempre letais.

“A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), a doença isquêmica do coração, a doença cerebrovascular e o câncer de traquéia, brônquios e pulmões foram responsáveis por, respectivamente, 32,2%, 15,7%, 13,2% e 11,1% do total estimado de Daly, totalizando 72,2% da carga de doença atribuível ao fumo”, afirmou.

Os resultados indicaram que as doenças relacionadas aos cânceres e às doenças respiratórias crônicas apresentam alta prevalência e riscos de morte. “Concluímos que é imprescindível que medidas de prevenção e controle do hábito tabágico sejam efetivamente implementadas”, disse a pesquisadora, que trabalha na Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro.

Entre as principais patologias associadas à diminuição da qualidade de vida, as doenças cardiovasculares foram as mais significativas, com destaque para a doença isquêmica do coração (20,4%), na população acima de 30 anos. Mas, de acordo com o estudo, essa proporção não aumenta de acordo com a idade.

“Evidenciamos que a obstrução aérea crônica e as doenças isquêmica do coração e cerebrovasculares foram responsáveis por 61% do total de Daly na população de 30 anos e mais”, afirmou Andreia.


Estratégias preventivas

O estudo constatou que os homens apresentam cargas atribuíveis maiores em relação às mulheres. O maior número se explica, segundo a pesquisadora da Fiocruz, não só pela prevalência maior do fumo, mas também “porque essas doenças acometem mais o homem”.

A pesquisa estabelece também comparações entre países desenvolvidos e em desenvolvimento. “Assim como no Brasil, o tabaco é causa importante de anos de vida perdidos prematuramente ou por incapacidades nos países desenvolvidos. Mas aqui a carga atribuível ao tabaco é maior se comparada aos países mais ricos”, apontou.

“O hábito tabágico se inicia ainda na adolescência. Por conta disso, estratégias preventivas maciças devem ser veiculadas pela mídia, por exemplo, para evitar que milhões de jovens iniciem esse hábito ainda precocemente e, com isso, venham a se tornar dependentes dessa droga”, disse Andreia.

Apesar de ter focado o Rio de Janeiro, o trabalho aponta que o padrão de morbidade observado no estado é semelhante ao da região Sudeste e que essa relação não se modificou entre 1998 e 2000.

O estudo apresenta algumas limitações, segundo a autora. “A mais importante se refere à utilização de prevalências de exposição atuais, não levando em consideração o período de latência entre a exposição ao tabaco e o aparecimento das doenças. Não foi uma decisão inédita, pois tem sido apontada, consistentemente, por outros autores”, disse Andreia, que assina o artigo com Joaquim Gonçalves Valente e Iuri Costa Leite, também da ENSP.

De acordo com Andreia, o estudo pode prosseguir tentando estimar a prevalência do fumo no interior por meio de indicadores socioeconômicos. “Assim, teríamos uma estimativa mais próxima da realidade desses locais e com estratégias preventivas bem localizadas”, destacou.

Para ler o artigo The disease burden attributable to smoking in the state of Rio de Janeiro, Brazil in 2000, de Andreia Ferreira Oliveira e outros, disponível na biblioteca on-line SciELO (Bireme/FAPESP),

Ricardo Roslindo
Enfermeiro
Enfermeiro